A Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais – Rede Clima, é uma iniciativa estratégica do atual Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), instituída pela Portaria nº 728, de 20 de novembro de 2007. O seu objetivo primordial é a geração e disseminação de conhecimentos sobre mudanças climáticas globais, fornecendo subsídios científicos para a formulação de políticas públicas e apoiando a diplomacia brasileira em negociações internacionais sobre o tema. Em 2009, consolidou-se como instrumento fundamental da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), conforme previsto na Lei nº 12.187/2009.
Evolução e Áreas de Atuação A partir de 2021, com a Portaria MCTI nº 5.434, a Rede Clima expandiu a sua atuação para subsidiar o Estado em estudos de impactos, adaptação e vulnerabilidade. Atualmente, a rede coordena pesquisas interdisciplinares focadas em:
- Sistemas e Setores Relevantes: Agricultura e silvicultura, recursos hídricos, biodiversidade e ecossistemas, zonas costeiras, cidades, economia, energias renováveis e saúde.
- Ciência do Sistema Climático: Deteção e atribuição de causas, variabilidade natural versus antropogénica, ciclos hidrológicos e biogeoquímicos globais, aerossóis e modelagem climática.
- Mitigação: Desenvolvimento de conhecimento e tecnologias para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.
Governança e Interface Política Em 2023, a Rede Clima passou a ter assento no Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), via Decreto nº 11.550/2023, com a missão de aproximar a ciência dos tomadores de decisão. Em 2025, a sua relevância foi reforçada ao integrar a Câmara de Assessoramento Científico do CIM (CAC-CIM).
Em suma, a Rede Clima é uma das principais pontes entre a comunidade científica brasileira e a sociedade. Através de uma coordenação interdisciplinar entre os diversos setores governamentais, a rede tem como premência assegurar que as decisões nacionais e subnacionais sejam baseadas nas evidências científicas mais robustas e atualizadas.